'As pessoas que têm TDA se sentem burras por muito tempo', diz Victor Sparapane
Fera (Victor Sparapane) tentou encarar as Olimpíadas Culturais do Quadrante ao lado de Rita (Jéssica Ellen) e se deu muito mal. O gato levou torta na cara e ainda ouviu todo mundo lhe chamando de burro. Deu até pena... Mas pelo menos ele conseguiu tirar uma coisa boa disso tudo. Fera percebeu que pode sofrer de Transtorno do Déficit de Atenção, ou TDA (também chamado de Distúrbio do Déficit de Atenção).
Para dar mais realidade à barra que seu personagem vai enfrentar, o
ator pesquisou bastante. “Li um livro que fala sobre o assunto e
descobri que todo mundo tem um pouco, mas são vários níveis. Ao todo
existem 18 características que caracterizam o transtorno. Se a pessoa
tem várias delas, ela precisa de tratamento. Quando comecei a ler, achei
que eu também tinha muita coisa em comum com quem sofre de Transtorno
do Déficit de Atenção”, diz o ator Victor Sparapane.
Entre os sintomas mais comuns estão: desatenção, esquecimento, agitação
de mãos e pés, impulsividade e hiperatividade. Isso pode levar ao
fracasso nos estudos, dificuldades nos relacionamentos, propensão a
acidentes e uso de drogas.
Victor Sparapane leu muito sobre o assunto
Depois de assistir a documentários e entrevistas, o ator percebeu
também como podem ser devastadores os efeitos do transtorno na vida de
alguém. “As pessoas que têm o transtorno se sentem burras por muito
tempo. Muitas vezes, elas não descobrem cedo e passam a vida inteira
achando que têm problema, mas existe tratamento. Esse personagem é
importante porque mostra que qualquer pessoa pode ter TDA”, comenta
Victor.
Outro risco é se tornar dependente químico. “Tem muita gente que tem o
transtorno e se automedica por se sentir mais competente por causa da
droga. Isso é muito perigoso! O tratamento não é baseado em remédio,
remédio é só um complemento. É importante que as pessoas saibam disso.
Às vezes você vê o nome do remédio e acha que essa é a solução dos seus
problemas. A dica que eu dou, caso você tenha dificuldade e esteja em
dúvida se tem o transtorno, é: procure um médico, porque só ele pode
avaliar.”, aconselha o ator.
Uma vez diagnosticado o transtorno, é preciso correr atrás do prejuízo. “Muitas vezes as pessoas não se esforçam tanto nos estudos e acabam colocando a culpa em alguma coisa. Então, o transtorno não serve para isso. Eu acho que você tem que ser esforçado e dedicado em tudo o que você faz. Não basta dizer que tem o transtorno e está livre de estudar, já que não conseguiria mesmo. Você tem que ver como você funciona”, avalia o ator. Fica a dica.
Uma vez diagnosticado o transtorno, é preciso correr atrás do prejuízo. “Muitas vezes as pessoas não se esforçam tanto nos estudos e acabam colocando a culpa em alguma coisa. Então, o transtorno não serve para isso. Eu acho que você tem que ser esforçado e dedicado em tudo o que você faz. Não basta dizer que tem o transtorno e está livre de estudar, já que não conseguiria mesmo. Você tem que ver como você funciona”, avalia o ator. Fica a dica.


























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