Ator de "Malhação", @felipehaiut, funda projeto voluntário "Conexão do Bem" e arrasta elenco da novela
Felipe costuma frequentar o hospital Hemorio, que trata crianças e adolescentes com doença sanguínea
O ator Felipe Haiut, o Ziggy de "Malhação", é um exemplo de jovem que
faz trabalhos voluntários. Seu envolvimento com o voluntariado, no
entanto, começou bem antes da fama. Ainda no início da adolescência, o
ator, que é judeu, fez parte de movimentos juvenis da comunidade judaica
e começou a ter contato com a metodologia da educação não-formal, ou
seja, o incentivo do aprendizado fora dos formatos tradicionais. Para
estudar o tema, Felipe foi, aos 18 anos, para Israel e atuou em diversas
áreas, inclusive, como palhaço médico. "Trabalhei muito com educação
não-formal, mas a ação feita em hospitais foi a que eu achei mais
potente. O poder de transformação nas pessoas e em mim foi muito
grande", avalia.
-
O ator brinca com Jéssica que está hospitalizada no Hemorio, no Rio de Janeiro
De volta ao Brasil, Felipe – que antes da viagem já cursava teatro na
escola de artes dramáticas Tablado, no Rio de Janeiro – recomeçou as
aulas de interpretação e teve as primeiras experiências na televisão com
as séries "A Turma do Pererê", da TV Brasil, e "Beijo Me Liga", do
canal pago Multishow. Logo depois, o ator passou nos testes para
interpretar o inteligente e cômico Ziggy no folhetim infanto-juvenil da
Globo e acabou contagiando o elenco com sua vontade de fazer a
diferença. "Eu queria muito voltar a ter contato com o trabalho social e
a Juliana Lohmann gostou da ideia de pensarmos em alguma coisa. Foi aí
que liguei para o Hemorio e combinei uma visita", conta, citando a atriz
que interpreta a espevitada Débora e o Instituto Estadual de
Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti, localizado no Centro do
Rio.
A partir da visita dos dois com outros integrantes do elenco, Felipe
teve a ideia de transformar a iniciativa no projeto informal "Conexão do
Bem". Desde então, os atores de "Malhação" que têm disponibilidade e
interesse, vão a hospitais e comunidades carentes para levar presentes e
descontração para as crianças através de balões de ar, bolinhas de
sabão e brincadeiras. "Eu queria que o projeto fizesse mais visitas, mas
é muito complicado por causa das gravações e dos compromissos que cada
um tem", pondera. A maioria das visitas feitas até agora foram ao
Hemorio. Lá estão internadas crianças com doenças do sangue, como
leucemia e hemofilia. Como a mãe de Felipe trabalha no hospital, o
contato dele com o lugar é grande desde cedo. "Há seis anos fiz uma
esquete de comédia em um evento interno", relembra.
-
O ator Felipe Haiut se diverte com as crianças Ellen e Eliezer no hospital Hemorio, no Rio de Janeiro
Aproveitando uma quarta-feira em que não ia gravar, Felipe resolveu
fazer uma nova visita ao Hemorio. Mesmo sozinho, ele não teve
dificuldade em se enturmar com os adolescentes. As meninas logo
reconheceram o ator e tiraram fotos com ele. Arrumadas e alegres, elas
falaram sobre as atividades que fazem no hospital e a felicidade de
poderem ir para casa em breve. Algumas até mostraram fotos e redes
sociais em seus computadores. No quarto ao lado, os rapazes também
navegavam na internet. "Comecei a conversar com eles falando sobre o
Facebook, que é um interesse comum dos jovens. A forma de abordagem é
essencial. Dependendo da idade ela muda", conta o ator que também usou
seu personagem de "Malhação" para estabelecer uma comunicação com os
adolescentes. "O Ziggy funciona como uma persona que facilita o meu
acesso a eles. Mas nem todos acompanham a novela. Mesmo assim não há uma
rejeição. Por isso acho que o voluntariado é para qualquer pessoa. Eles
falam comigo porque estou disponível e a fim de dar atenção não só por
ser ator", avalia.
Em uma sala colorida da ala pediátrica, Eliezer Ramos, de 5 anos, folheava um livro sobre dinossauros quando Felipe começou a puxar assunto. Mesmo desconfiado no início, aos poucos, o menino foi se sentindo mais à vontade. "Quando ele começou a desenhar, virou uma matraca", diverte-se o ator. Nas quase três horas que passou com as crianças e os adolescentes internados, Felipe leu histórias, desenhou, brincou e conversou muito. Mas sempre com certos cuidados. "Algumas restrições que eu tenho são importantes para a proteção deles. Como venho da rua, nunca sento nas camas e sempre lavo as mãos. Mas o toque não é um problema. Muito pelo contrário", opina. "Acho importante dar carinho e fazer girar essa energia do bem", completa.
Em uma sala colorida da ala pediátrica, Eliezer Ramos, de 5 anos, folheava um livro sobre dinossauros quando Felipe começou a puxar assunto. Mesmo desconfiado no início, aos poucos, o menino foi se sentindo mais à vontade. "Quando ele começou a desenhar, virou uma matraca", diverte-se o ator. Nas quase três horas que passou com as crianças e os adolescentes internados, Felipe leu histórias, desenhou, brincou e conversou muito. Mas sempre com certos cuidados. "Algumas restrições que eu tenho são importantes para a proteção deles. Como venho da rua, nunca sento nas camas e sempre lavo as mãos. Mas o toque não é um problema. Muito pelo contrário", opina. "Acho importante dar carinho e fazer girar essa energia do bem", completa.
0 comentários:
Postar um comentário